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Este blogue, que já não era bem um blogue, passa para outro sítio: http://maisumprojectoverde.wordpress.com/

Outros temas, outros bichos, vamos ver quanto tempo duram estes 🙂

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Higiene diária

A estrada

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Alto Alentejo, Agosto de 2009

Castelo de Vide

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Passagem de nível

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Céu recortado

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Marvao 2009 (ou numa aldeia lá perto)

Das legendas

Ontem vi um documentário sobre uma viagem à Alemanha que passou no canal Travel. Globe Trekker ou qualquer coisa do género. Já cheguei tarde e perdi a passagem por Berlim, mas gostei da sensação de ver um documentário sobre o país em que já vivi, mas que, tirando algumas cidades que já conheço, ficou ainda com tanto por descobrir. Como as praias de Sylt, o esconderijo de Hitler e a aldeia na Baviera onde os homens estão proibidos de fazer a barba e cortar o cabelo durante 20 meses para se parecem com Cristo quando for a altura de representarem a Paixão do mesmo de 10 em 10 anos.
A próxima é já para o ano.

Só não gostei da tradução. Não que a tradutora não percebesse inglês, mas porque a tradutora SÓ percebia inglês e nas partes faladas em alemão a transcrição fazia lembrar um linguajar troglodita entre o holandês e os grunhos dos esquimós. O mais marcante foi quando a jornalista perguntou a alguém onde era o Fundbureau (perdidos e achados) e a tradução remetia para “Phone bureau”… Estranho é que a tradutora não tenha reparado nisso quando a jornalista entra numa casinha cheia de objectos perdidos e achados e não numa teleboutique, como se diz em Marrocos…
De vez em quando, quando a coisa complicava e o linguajar era impossível de transcrever, a tradutora optou por avisar o espectador que se falava uma “(língua estrangeira”), o que eu achei delicioso… Ora, se era uma viagem passada na Alemanha, eles haviam de falar o quê? Um dialecto de uma tribo perdida de África, cujo nome não sabemos e temos, por isso, de designá-lo com um termo generalista??

Não estou a criticar o facto de a tradutora não saber alemão (se bem que se vai traduzir um documentário sobre a Alemanha, se calhar convinha ter umas luzinhas), mas o mais curioso é o facto de a tradutora não conhecer um colega que falasse alemão e a pudesse ajudar na transcrição, ou mesmo na tradução, das partes faladas em alemão ou mesmo que na empresa de legendagem não trabalhasse ninguém com o mínimo de conhecimentos da língua bárbara para corrigir a negligência.

E depois ando eu a traduzir manuais de utilização de máquinas de fazer cerveja.